sábado, 29 de novembro de 2014

Sem tempo

Entre (muitas) mamadas, fraldas, noites assim-assim, filho mais velho doente (já está fino), uns toques na máquina de costura, cuidar da casa e trabalhar, tem sobrado pouco tempo para escrever aqui.

Para a semana as coisas vão estar mais calmas (hope so) e já vou partilhar as novidades com vocês.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A minha máquina de costura

Estou à espera de uma encomenda de umas etiquetas autocolantes que uso no trabalho. Eram para ter chegado ontem e não vieram. Dei o meu número de telemóvel para me ligarem quando viessem fazer a entrega.
Ligaram à bocado. Mandei o senhor ir ter à fábrica e entregar ao meu marido.
Ele recebeu, veio almoçar e eu perguntei-lhe pelas etiquetas. Ficaram na fábrica.

Tenho estado a acompanhar a viagem da minha máquina de costura, que veio de Itália e deveria chegar amanhã. Agora fui ver onde estava e dizia "entregue". What?
Liguei para o correio e não estava lá, liguei para a transportadora e tinha sido entregue ao meu marido! What?

Já confirmei. Uma caixa com 8 kg foi confundida com uma caixinha com 3 rolos de etiquetas.

Agora aguardo-a com toda a ansiedade...

Amor de irmãos

O Afonso não gosta de qualquer pessoa. Custa a dar-se um bocadinho a alguém, por vezes não se dá de todo.
O Afonso tem ciúmes de quem se aproxima dos pais, dos avós, dos tios. Fica fulo se ousam tocar-me, nem que seja o pai.
O Afonso não partilha. O que é dele é dele, ninguém mexe.

Mas o Afonso tem um irmão. O pequenino que o faz ser diferente, que o faz dar-se sem precisar de fazer nada, com quem partilha a mãe e toda a família, a quem oferece as suas coisas.
Corre para ele quando chora e tenta calá-lo com festas, conversa, brinquedos.
Chama-lhe bebé, sem mais, mas se alguém se aproxima do "bebé" franze o sobrolho e diz "é minha!".

O Afonso ama o mano com todo o seu coração pequenino. Não tem tradução o brilho dos olhos dele quando cruza olhares com o mano.

O Manel nasceu com um mano mais velho e a vida dele será sempre mais preenchida e feliz. O Manel não vai nunca saber o que é não partilhar, mas vai saber bem o que é o verdadeiro e único amor de irmãos.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Na TV

Sugestões de Natal (com um separador todo luminoso): promoção de citrinos do Mini-preço.

Não, não acho um presente bonito.

Really?

(Na TVI)

domingo, 16 de novembro de 2014

Coisas de costura

Enquanto a máquina não chega vou juntando tutoriais de costura de coisas que quero fazer.
A saber:
- Um sling novo, maior do que o que tenho porque o Manel fica muito apertado.
- Um fofinho de fazenda de lã para o Manel.
- Quatro sacos gigantes, daqueles que se abrem todos no chão, põem-se os brinquedos em cima e fecha-se. Um para o Afonso e três para oferecer no Natal aos sobrinhos.
- Um puf grande para o quarto do Afonso. Uma coisa simples.
- Almofadas de cores e padrões variados para animar a casa.
- Discos de amamentação laváveis, que gasto muitos dos descartáveis.
- Um conjunto de ferramentas em feltro para o Afonso.
- Decorações de Natal em feltro (árvores de Natal, estrelas, bonecos de neve...).

Primeiro tenho que me entender com a pequena, comprar tecidos, linhas, botões, molas, fitas, e mais qualquer coisa, mas chego lá...

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

É minha!

A máquina de costura que mostrei abaixo.
O desejo era antigo e cada vez mais presente, mas estava difícil de encaixar o gasto no orçamento familiar.
 
Desde há um ano e meio que adquirimos o cartão de crédito da Worten e tem-nos permitido comprar coisas que gostávamos muito e que doutra forma não compraríamos: um bom ferro de engomar, um bom aspirador, uma arca frigorífica e uma máquina fotográfica Nikon. Vamos pagando em prestações e não custa nada. Agora estava à espera de comprar uma máquina de costura nas mesmas condições, mas as que se vendem na Worten são fraquinhas e por isso já tinha desistido.
 
Numa pesquisa encontrei esta Singer, que tem as características recomendadas para uma máquina boazinha (eu acho ótima) e estava a 119€, uma pechincha.
 
Lembrei-me então que posso fazer a compra com o cartão de crédito que tenho e só utilizo para pagamentos pontuais que têm que ser feitos desta forma e depois liquido de imediato. Assim vou liquidar em 2/3 vezes a máquina e a encomenda já está feita.
Ainda tive um desconto de 5%, com um código promocional que encontrei num site com esse fim e ficou em 113€.
Para a semana já cá está e vai ter muito trabalhinho nas sestas do Manel.
 
Ora digam lá se não foi um boa compra?

Urgente

Antes de mudarmos de casa e sem saber se mudaríamos, decidi preparar o quarto dos meninos. Pintei parades, pendurei quadros, fiz uma decoração catita e o quarto ficou um mimo.

Entretanto mudámos para uma casa bem maior, com 4 quartos, mas decidi manter o quarto dos meninos. A mudança foi feita à 37 semanas de gestação e, obviamente, não houve tempo nem vontade para decorações. Mudaram-se os móveis e pronto. Ora, o novo quarto dos meninos é enorme e tem a caminha do Afonso, a cama de grades que será para o Manel e uma cómoda. As paredes são brancas, as camas são brancas, a cómoda é branca, o chão é branco... percebem onde quero chegar? Além da falta de cor, temos um quarto quase vazio.

Como, entretanto o Manel nasceu, o marido é que deita sempre o Afonso, por isso só vou ao quarto dele para arrumar e acabo por não ligar ao resto. Hoje tive que ir acalmá-lo durante a noite porque estava a fazer birra com o pai e olhei bem para aquilo. Parece que despejámos o pequeno Afonso para uma sala vazia, fria e sem vida. Fiquei com um sentimento de culpa enorme e com uma urgência desmedida de pôr aquilo em ordem, ou melhor, de dar vida àquela mancha branca.
Como não posso pintar paredes tenho que puxar pela imaginação e encher o espaço com outros elementos coloridos: um cortinado azul ou colorido, um tapete divertido, quadros, fotos, almofadas, o que for. Tenho que ir buscar a minha veia de decoradora e pôr mãos à obra.

Os meus meninos precisam de um quarto à altura e adequado à idade.

Prometo um antes e depois.

Refluxo

O Manel está bem melhor desde que mama empinado. Praticamente não bolça e as cólicas melhoraram um pouco.
Ontem deitei-o ao meu lado na cama, apoiado numa almofada para o manter elevado e dei-lhe mama deitada: bolçou tudo.
Acho que o principal problema é o ar. Ele não controla muito bem a respiração e engole muito ar enquanto mama. Se estiver na vertical o ar vai saindo sozinho e arrota ainda a mamar, se estiver mais na horizontal tenho que o pôr a arrotar e atrás do ar vem o leite todo.

Estamos a adaptar-nos a novas posições, mas estou mais otimista. Acredito que não seja preciso medicar.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Preciso de uma máquina de costura

Pode ser esta e pode ser já!
 
Todos os dias tenho ideias de coisas lindas e úteis que poderia fazer com uma menina destas. O bebé que vive cá em casa ia ter um upgrade nas suas roupinhas, o rapazinho ia ter alguns calções todos pi-pis, eu ia costumizar a minha roupa e criar coisinhas novas, o marido ia ter as bainhas das calças feitas no hora.
 
Querido Pai Natal, traz uma mota verde para o meu Afonso e uma máquina de costura para mim, que eu trato das outras prendas ;).

Consulta do 1º Mês

Temos um Manel com 3.960kg (mais 1.010kg que ao nascimento) e 51cm. Tudo muito bem no que toca à observação.
Mas o Manel sofre de refluxo.

Descobri este problema há pouco tempo num blog que sigo assiduamente, Alma de mãe.
 
Há umas 2 semanas o Manel começou a bolçar em grande quantidade (altura em que a quantidade ingerida aumentou), principalmente depois de arrotar. Vinha o ar e o leite todo. Quando adormecia a mamar era tranquilo, sem saídas de leite. Todos os dias o via engordar e não fiquei muito preocupada, mas fiquei com a pulga atrás da orelha.
Experimentei a fazer os procedimentos que se devem fazer a um bebé com refluxo (posição de mamar e após mamada verticalizada) e resultaram. Voltava ao normal e ele voltava a bolçar muito, não "queijinho", leite.
 
Ontem foi a primeira pergunta que fiz ao Pediatra, com esperança que ele desvalorizasse, pois tenho um bebé gordinho. Mas não. Valorizou e foi bem claro que não ia fazer nada para já porque eu lhe dizia que o posicionamento resultava e porque o bebé estava a aumentar bem. Se o problema agravar ou deixarem de resultar as técnicas aplicadas temos que ir fazer uma ecografia com pesquisa de refluxo e mostrar-lhe imediatamente. Deu-me logo o papel com a indicação e tudo. A cama é para ficar bem inclinada, pois o refluxo pode ser "silencioso".
Segundo ele, este problema deve ser medicado com um químico que acelera a digestão, mas que não é inócuo, e por isso de evitar. Não me falou em substituição de leite materno por leite artificial, nem em espessamento do leite materno, pois diz que é um problema funcional e que deve ser tratado como tal.
Diz que, normalmente, aos 6 meses passa, pois o esfíncter esofágico amadurece por essa altura.
 
O meu coração de mãe ficou em fanicos, passei a noite em sobressalto e estou super ansiosa. Esperemos que resulte só com o posicionamento. 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A minha nora


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A aventura do "deschuche"

Depois de uma inesperada e bem sucedida aventura do desfralde do Afonso, agora passámos, inesperadamente (que cá por casa não há datas marcadas para estas coisas) ao "deschuche", que é como quem diz, Afonso sem chucha.
 
Na 3ª feira a chucha ficou esquecida na escola. Ele queria muito a chucha "banca e bede" e eu dei-lhe uma chucha azul, nova, do mano. Ele achou-lhe graça, levou-a para a cama, mas dormiu sem ela. Não era a dele...
Ora quem dorme bem uma noite sem chucha é porque já não precisa dela, certo?
No dia seguinte o marido pediu para não lhe darem a chucha na escola a não ser num caso de extrema necessidade. Não houve essa necessidade e a chucha veio para casa escondida. Ele diz que está na "cainha banca" (a carrinha do trabalho que ele adora) e nós dizemos que sim.
Dormiu sem ela, apesar de a pedir, sem choros nem birras, de vez em quando. Hoje continua escondida e, esperemos, que assim se mantenha.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Não tenho filhos perfeitos

Os meus filhos têm cólicas, muitas.
Os meus filhos choram alto e muitas vezes por dia.
Os meus filhos não mamam de 3/3 ou 4/4 horas, se fizerem intervalos de 2 horas já uma festa.
Os meus filhos não dormem a noite toda. Acordam porque têm fome, porque têm sede, porque fizeram xixi na cama, porque sim.
Os meus filhos não ficam sossegados horas a fio numa espreguiçadeira, alcofa, sofá ou o que for, mas ficam sossegados ao meu colo.
Os meus filhos bolsam, umas vezes mais outras menos.
Os meus filhos têm lágrimas desde que nascem.
Os meus filhos ou chucham demais ou não querem chucha quando ela dá tanto jeito.
Os meus filhos têm um feitio difícil, não gostam de qualquer um e não gostam de partilhar os brinquedos.
Os meus filhos não comem sopa em casa, mas comem fora.
Os meus filhos deixam-me exausta, farta, sem paciência.
 
Os meus filhos são assim, reais, sem floreados, sem ilusões. Os meus filhos vão ficando cada dia mais bonitos, meigos, fáceis. Os meus filhos são o meu orgulho, apesar de não serem perfeitos como os filhos dos outros.
 
Serão os filhos dos outros dotados de tanta perfeição? Ou será um floreado inventado para que o sorriso cansado e fingido depois das noites em claro que não existem, porque os filhos dos outros dormem sempre a noite inteira, tenha um motivo?