Em vários posts falei sobre os meus dois projectos (engravidar e perder peso) em simultâneo, explicando que para mim são perfeitamente compatíveis e até complementares. Todos sabem que tenho feito algumas sessões de cavitação mesmo tentando engravidar. Eu sei que a cavitação não deve ser feita, em hipotese alguma, durante a gravidez, por isso mesmo é que só fiz na primeira fase do ciclo. Passo a explicar: Não se pode fazer cavitação durante a menstruação, portanto faço no período que vai desde o fim da menstruação à ovulação, não correndo o risco de fazer já estando grávida. Por isso, tende calma minha gente, que sou muito atinadinha e nunca faria nada que pudesse prejudicar o meu maior desejo, ser mãe. Aliás, neste momento até estou a fazer uma pausa nas sessões (embora ainda tenha 3 para fazer) porque não tenho tido vontade nem tempo. Talvez as guarde para a recuperação da maternidade... (isto já sou eu a sonhar :))
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Gosto!
Gosto de ver casais novinhos com filhos, nitidamente não planeados, mas que são verdadeiros pais. Fazem um esforço para serem adultos para os filhos sem deixarem de ser jovens para eles mesmos.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Angélico Vieira
Sempre que acontece alguma coisa horrenda, como a de que o Angélico foi vítima, a uma figura pública toda a gente fica chocada. Eu também fico. Dou por mim a pensar em tudo o que podia ter sido evitado com o simples cumprimento do gesto obrigatório e fundamental da condução de um automóvel, a colocação do cinto se segurança. Eu não consigo andar sem cinto, é uma sensação de insegurança inexplicável, muitas vezes gozada, mas que me garante que evito todo o mal que depender de mim.
Muita gente diz "e o jovem que morreu logo e a jovem que permanece internada em estado grave, ninguém se preocupa com eles?". Percebo e também me passa pela cabeça, mas aquilo que sinto quando vejo um jovem tão conhecido a passar por tudo isto é exactamente o mesmo de quando vejo alguém que conheço só de vista, ou que é próximo de quem eu conheço bem. O facto dele ser tão mediático fá-lo da nossa rua, nosso vizinho com quem nunca falámos. E ninguém fica indiferente, sem um aperto no peito, quando sabe que o nosso vizinho morreu num acidente estúpido, que perdeu toda vida que tinha pela frente. Não consigo imaginar a dor de toda a família e amigos que, para além da morte de alguém para eles insubstituível, têm que enfrentar todo "festival" que foi armado, os gritos dos outros, as perguntas sem sentido, a intrumissão, a falta de privacidade para fazerem o luto.
Sinto muito, pelo Angélico e por todos os que perdem a vida quando ela está apenas a começar...
segunda-feira, 27 de junho de 2011
O meu menino
Este fim de semana estive com o meu afilhado, que é também meu sobrinho e que tem quase 3 anos. É lindo, fofo, engraçado, inteligente e derrete-me toda. Está numa fase giríssima de mudanças, em que se está a tornar independente e em que mostra bem aquilo que quer. Sei que ele é muito ligado a mim e ao meu maridão, que também é o padrinho, e que gostava de estar sempre connosco, mas como moramos longe é complicado e temos que aproveitar todos os momentos. Estava eu no quarto, no 1º andar e ele na sala, no rés-do-chão, quando começou a chamar por mim:"Madina, madina, madina..." Chamou insessantemente por mim durante tanto tempo que a minhã irmã teve que ir com ele à minha procura. Enquanto subia as escadas contava à mãe: "Embaixo, nas 'cadas a madina não 'tá (ele diz nas escadas porque desceu as escadas, é na cave, que tem garagem, escritório e casa de banho). No computador não 'tá, na casa "benho" não 'tá, não xei da madina..." Todos os beijos que lhe dou parecem poucos depois de um miminho destes. Adoro-o tanto, tanto. Sei que sou a segunda mãe para ele e que não me trocava por ninguém, quando a mãe não está, vai a correr para a "madina". O "padino" é o melhor amigo, o mais fixe, por quem os olhinhos dele brilham.
Voltei!
Estou de volta, depois de um fim de semana prolongado, cheio de coisas boas e coisas menos boas, de algumas decisões e muitas dúvidas.
Vou agora buscar o espermograma do marido e espero que esteja tudo bem com os bichinhos dele. As minhas análises só serão feitas amanhã, se conseguir, que tenho ido adiando por falta de tempo.
O malvado veio dois dias mais cedo, com toda a pujança, mas pelo menos não me deixou ansiosa e nem tive tempo de pensar que poderia estar grávida. Este mês vai ser complicado e talvez tenha sido melhor assim.
Já cá volto para contar mais coisas ou simplesmente para "dizer" umas baboseiras...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Será?
Parece que começo a ver uma janelinha a abrir-se. Não quero deitar foguetes antes da festa mas estou mais optimista.
Hoje vou de fim de semana prolongado, por obrigação, mas vou tentar aproveitar para descansar.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Mudança de visão
Hoje dormi bem. Estava demasiado cansada para não o fazer. Ontem chorei muito, falei muito sobre a situação profissional em que me encontro e não arranjei soluções. Tudo estava negro e sem saída. Hoje acordei diferente, sem tanto peso nos ombros. Já arranjei 1001 soluções, 1001 possibilidades de mudar de rumo sem perder de vista o objectivo da empresa. Porque uma empresa não tem que fazer aquilo para que foi criada, porque, no dia da escritura, colocámos no objecto social tudo de que nos lembrámos e que achámos que um dia podíamos vir a fazer, provavelmente mudaremos de rumo. Pode demorar um pouco, pode ser já. Vamos falar, discutir, olhar de longe, fazer muitas contas à vida e tomar decisões. Não vou baixar os braços e pagar pelos erros que possam ter sido cometidos, o maior dele foi acreditar que era mais fácil, que jovens cheios de sonhos movem montanhas e levantam uma empresa produtora em 6 meses. Tolos... Hoje sei, hoje faço tudo diferente, vejo de maneira diferente e sei o que é possível e o que é apenas sonho. Porque podemos trabalhar muito e nem sempre é suficiente, porque temos que ir atrás das oportunidades, porque não podemos continuar a dar cabeçadas só para não voltarmos ao início. Eu sei dar o braço a torcer, consigo ver um novo caminho, o possível caminho para o sucesso. E não posso deixar fugir a minha "vocação"...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Hoje tenho o coração apertado. O trabalho não vai nada bem, falta o malvado do dinheiro, como falta a todas as pequenas empresas por estes dias. As vendas vão mal, os clientes pagam tarde, outros muito tarde, os fornecedores reclamam o que é seu por direito e eu não consigo deitar a cabeça na almofada descansada. Talvez não tenha mesmo nascido para ser empresária, talvez precise de um botão para desligar e ser insensível mesmo sabendo que estou em falta. Nunca quis faltar a ninguém, dever não é para mim, mas sem receber não consigo pagar, sem vender não consigo receber, e sem pagar não consigo descansar. Todos os dias me arrependo desta aventura empresarial que parecia ter tudo para dar certo, e ainda pode dar, mas que é mais complicada que qualquer pensamento que alguma vez tivesse tido. Vendo um produto, não um serviço. Para vender tenho que comprar, comprar antes, vender depois. Só a ordem já é complicada para quem não tem rios de dinheiro para investir, quando nao se recebe depois não se consegue comprar antes. Por vezes só tenho vontade de mandar tudo à merda e mudar de vida. Não estou feliz profissionalmente, desviei-me da minha "vocação" sem perceber, não sinto realização alguma por ser patroa de mim mesma e tenho saudades de sair do trabalho e viver a minha vida. Tenho saudades de ter um ordenado certo. Penso em soluções, animo-me com a possibilidade de melhoria, depois percebo que nada mudou, que a luta continua sem dar frutos, que o desgate já ultrapassa todas as barreiras, que a vida pessoal deixou de existir e que não consigo viver assim. Agora tenho novas ideias, potenciais saídas para a tão aclamada crise. Não me afecta a crise económica do país, afecta-me a crise psicológica dos consumidores. Afectam-me as dietas e o corte em alimentos de afecto. Estou farta, fartinha e cansada. Talvez seja por isto tudo que ainda não consegui engravidar. Talvez não...
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