Este fim de semana estive com o meu afilhado, que é também meu sobrinho e que tem quase 3 anos. É lindo, fofo, engraçado, inteligente e derrete-me toda. Está numa fase giríssima de mudanças, em que se está a tornar independente e em que mostra bem aquilo que quer. Sei que ele é muito ligado a mim e ao meu maridão, que também é o padrinho, e que gostava de estar sempre connosco, mas como moramos longe é complicado e temos que aproveitar todos os momentos. Estava eu no quarto, no 1º andar e ele na sala, no rés-do-chão, quando começou a chamar por mim:"Madina, madina, madina..." Chamou insessantemente por mim durante tanto tempo que a minhã irmã teve que ir com ele à minha procura. Enquanto subia as escadas contava à mãe: "Embaixo, nas 'cadas a madina não 'tá (ele diz nas escadas porque desceu as escadas, é na cave, que tem garagem, escritório e casa de banho). No computador não 'tá, na casa "benho" não 'tá, não xei da madina..." Todos os beijos que lhe dou parecem poucos depois de um miminho destes. Adoro-o tanto, tanto. Sei que sou a segunda mãe para ele e que não me trocava por ninguém, quando a mãe não está, vai a correr para a "madina". O "padino" é o melhor amigo, o mais fixe, por quem os olhinhos dele brilham.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Voltei!
Estou de volta, depois de um fim de semana prolongado, cheio de coisas boas e coisas menos boas, de algumas decisões e muitas dúvidas.
Vou agora buscar o espermograma do marido e espero que esteja tudo bem com os bichinhos dele. As minhas análises só serão feitas amanhã, se conseguir, que tenho ido adiando por falta de tempo.
O malvado veio dois dias mais cedo, com toda a pujança, mas pelo menos não me deixou ansiosa e nem tive tempo de pensar que poderia estar grávida. Este mês vai ser complicado e talvez tenha sido melhor assim.
Já cá volto para contar mais coisas ou simplesmente para "dizer" umas baboseiras...
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Será?
Parece que começo a ver uma janelinha a abrir-se. Não quero deitar foguetes antes da festa mas estou mais optimista.
Hoje vou de fim de semana prolongado, por obrigação, mas vou tentar aproveitar para descansar.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Mudança de visão
Hoje dormi bem. Estava demasiado cansada para não o fazer. Ontem chorei muito, falei muito sobre a situação profissional em que me encontro e não arranjei soluções. Tudo estava negro e sem saída. Hoje acordei diferente, sem tanto peso nos ombros. Já arranjei 1001 soluções, 1001 possibilidades de mudar de rumo sem perder de vista o objectivo da empresa. Porque uma empresa não tem que fazer aquilo para que foi criada, porque, no dia da escritura, colocámos no objecto social tudo de que nos lembrámos e que achámos que um dia podíamos vir a fazer, provavelmente mudaremos de rumo. Pode demorar um pouco, pode ser já. Vamos falar, discutir, olhar de longe, fazer muitas contas à vida e tomar decisões. Não vou baixar os braços e pagar pelos erros que possam ter sido cometidos, o maior dele foi acreditar que era mais fácil, que jovens cheios de sonhos movem montanhas e levantam uma empresa produtora em 6 meses. Tolos... Hoje sei, hoje faço tudo diferente, vejo de maneira diferente e sei o que é possível e o que é apenas sonho. Porque podemos trabalhar muito e nem sempre é suficiente, porque temos que ir atrás das oportunidades, porque não podemos continuar a dar cabeçadas só para não voltarmos ao início. Eu sei dar o braço a torcer, consigo ver um novo caminho, o possível caminho para o sucesso. E não posso deixar fugir a minha "vocação"...
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Hoje tenho o coração apertado. O trabalho não vai nada bem, falta o malvado do dinheiro, como falta a todas as pequenas empresas por estes dias. As vendas vão mal, os clientes pagam tarde, outros muito tarde, os fornecedores reclamam o que é seu por direito e eu não consigo deitar a cabeça na almofada descansada. Talvez não tenha mesmo nascido para ser empresária, talvez precise de um botão para desligar e ser insensível mesmo sabendo que estou em falta. Nunca quis faltar a ninguém, dever não é para mim, mas sem receber não consigo pagar, sem vender não consigo receber, e sem pagar não consigo descansar. Todos os dias me arrependo desta aventura empresarial que parecia ter tudo para dar certo, e ainda pode dar, mas que é mais complicada que qualquer pensamento que alguma vez tivesse tido. Vendo um produto, não um serviço. Para vender tenho que comprar, comprar antes, vender depois. Só a ordem já é complicada para quem não tem rios de dinheiro para investir, quando nao se recebe depois não se consegue comprar antes. Por vezes só tenho vontade de mandar tudo à merda e mudar de vida. Não estou feliz profissionalmente, desviei-me da minha "vocação" sem perceber, não sinto realização alguma por ser patroa de mim mesma e tenho saudades de sair do trabalho e viver a minha vida. Tenho saudades de ter um ordenado certo. Penso em soluções, animo-me com a possibilidade de melhoria, depois percebo que nada mudou, que a luta continua sem dar frutos, que o desgate já ultrapassa todas as barreiras, que a vida pessoal deixou de existir e que não consigo viver assim. Agora tenho novas ideias, potenciais saídas para a tão aclamada crise. Não me afecta a crise económica do país, afecta-me a crise psicológica dos consumidores. Afectam-me as dietas e o corte em alimentos de afecto. Estou farta, fartinha e cansada. Talvez seja por isto tudo que ainda não consegui engravidar. Talvez não...
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Tenho saudades...
De quando era miúda e não tinha preocupações. À sexta-feira à tarde não tinha aulas e podia fazer o que me apetecesse (e a minha mãe me deixasse). Por esta altura do ano já as piscinas municipais estavam abertas e era esse o meu lugar preferido. Era lá que dava grandes mergulhos, fazia piruetas dentro de água, inventava malabarismos (eramos uns peixinhos) e sentia-me bem. Sempre fui a mais magra de um grupo de 5/6 amigas íntimas, pelo que me sentia uma sereia em plena piscina municipal. É claro que tinha idade era para brincar com Barbies e que ainda tinha "medo" dos rapazes, mas era tão bom ter tardes recheadas de cuchichos infantis e dúvidas existenciais importantíssimas...
Também costumavamos andar de bicicleta, sempre em grupo, que nem umas loucas, por esses campos fora. Uns dias dava para a esfoladela no joelho, outro dava para a queda no buraco mais escondido, ou até mesmo para a queda por batermos umas nas outras (bicicletas, claro). Riamos até chorarmos. Faziamos dramas de coisas pequenas e aproveitávamos o dia até o Sol se esconder e termos que ir a correr para casa para não ficarmos de castigo.
Era tão bom quando as maiores preocupações eram saber se não falhava a hora que estava combinada com o grupo, sob pena de ficar "a pé", saber se vestia os calções de lycra brancos ou os verdes (sim, sou do tempo em que tinhamos calções de lycra de todas as cores), se fazia os trabalhos de casa logo à chegada da escola, se os guardava para domingo à noite com a supervisão da mãe irritada. Ah, era tão bom... O que me sossega o coração é saber que gozei bem as despreocupações, as férias grandes, as noites de Verão sem fim, a dependência das amigas e que fui sempre muito feliz.
Agora tenho outros motivos para ser feliz, a saber:
- um marido maravilhoso e o meu melhor amigo para a vida;
- a amizade incondicional e sincera de duas melhores amigas, as minhas irmãs (de quem eu queria distância há uns anos atrás);
- um sobrinho/afilhado lindo e maravilhoso que me deixa babadíssima;
- um desafio profissional que me tira o sono e me faz sentir um caco quase todos os dias da semana, mas que ainda será fonte de orgulho e muita alegria (assim espero e luto).
Homens...
O marido foi ontem jogar futsal com o irmão e com os amigos, coisa que só acontece uma vez por semana, e aqui a mulherzinha dá a entender, de forma nada subtil, que queria a sua companhia. Afinal eu estava a arder em febre (vá, ia melhorando com o parecetamol nas duas horas após tê-lo tomado), cheia de dores e aborrecidíssima de ter passado o dia em casa sozinha. E ele ainda me diz "então e se eu tivesse umas amigas que viessem aqui a casa, chamar-me por ***inho, para ir tomar cafezinho com elas?" OMG. Eu só dei uma valente gargalhada. Será que gostava mais que eu quisesse estar sozinha e o mandasse embora? Se insistisse muito para ele ir ainda ficava chateado. E ainda dizem que as mulheres são complicadas?!?!?!
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